Rússia nega que Peste Negra tenha matado pesquisadora

Rússia nega que Peste Negra tenha matado pesquisadora

  • 8 de outubro de 2026
  • Mundo
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A morte de Darya Shipilova, de 28 anos de idade, num hospital da cidade de Shelekhov, na Sibéria, desatou uma onda de preocupação mundial.

Ela era funcionária do Instituto de Pesquisa Anti-Peste de Irkutsk. Darya se internou no dia 29 e morreu no dia 2 de outubro de pneumonia.

Relatos de medidas tomadas por autoridades locais para conter uma possível epidemia levaram a postagens alarmistas e fake news nas redes sociais.

Ao ser questionado pela imprensa, o presidente Donald Trump disse que o governo dos Estados Unidos estava acompanhando o assunto de perto.

Autoridades locais colocaram cerca de 200 pessoas em quarentena.

De acordo com a agência russa que monitora o caso, todos os contatos de Darya foram testados e não foi encontrado qualquer patógeno associado ao trabalho dela no laboratório.

O agente da pneumonia que matou a jovem ainda não foi identificado.

A mídia ocidental, que tem extrema má-vontade com a Rússia por conta da guerra na Ucrânia, passou a rememorar casos históricos sobre o silêncio do Kremlin, como de fato aconteceu quando vazou radiação da usina nuclear de Chernobyl.

Passado sombrio

Existem vários tipos de peste, como a bubônica (inchaço nos gânglios linfáticos), septicêmica (bactéria na corrente sanguínea) e pneumônica (pode ser transmitida diretamente por uma pessoa para outra pela tosse ou espirro).

A Peste Negra, a mais fatal epidemia já registrada entre humanos, de 1346 a 1353, matou ao menos 30% da população europeia na Idade Média.

Presume-se que foi uma onda de peste pneumônica, em que a taxa de disseminação é de 1 para 1,3. Ou seja, uma pessoa infectada faz adoecer ao menos uma outra.

Os sintomas são febre alta, calafrios, dores de cabeça e no corpo, tosse que envolve catarro espumoso avermelhado, falta de ar e dor no peito.

Mais de 200 mamíferos, especialmente roedores, são hospedeiros da bactéria Yersinia pestis, que causa peste. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, 423 mortes por peste foram registrados em dez países de 2019 a 2025.

De acordo com o diretor-geral da OMS, “ainda não temos um quadro completo desse evento e não somos capazes de realizar uma avaliação integral do risco”.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que existem muitas informações falsas circulando sobre o caso.

Autoridades russas negaram a existência de um segundo caso.

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Redação The Brazilian Journal
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