Delegação brasileira e de outros países deixam plenário da ONU durante discurso de Netanyahu

Delegação brasileira e de outros países deixam plenário da ONU durante discurso de Netanyahu

  • 24 de setembro de 2026
  • Mundo
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A delegação do Brasil e de outros países deixaram o plenário da 81ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas nesta quinta-feira (24) em protesto contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. A ação era uma forma de repúdio ao genocídio cometido por Israel contra palestinos em Gaza. 

Ao ser anunciado pelo presidente da sessão, Khalilur Rahman, Netanyahu foi vaiado por dezenas de diplomatas, que logo se retiraram do local. Ao subir no palco para falar, o primeiro-ministro atacou as pessoas que protestavam, chamando-as de “covardes”.

“Se há mais covardes morais que ainda não saíram desse salão, por favor, façam isso agora”, afirmou. Netanyahu ainda declarou que a acusação de genocídio é “a maior mentira do século”  

O protesto da delegação brasileira foi semelhante ao de 2024, ano seguinte ao início do conflito entre Israel e Hamas. Desde que o exército israelense intensificou os ataques em Gaza, que já causaram a morte de mais de 70 mil palestinos, o governo brasileiro tem adotado uma postura crítica a Israel e denunciado o genocídio cometido pelo país. 

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Segundo fontes ouvidas pela CNN, integrantes da delegação brasileira e de outros países se planejaram com antecedência para a retirada do plenário. Antes do discurso de Netanyahu, havia apenas um diplomata brasileiro, mas outros quatro colegas se juntaram a ele. O mesmo aconteceu com a delegação da Palestina, que tinha apenas duas pessoas durante o discurso da Colômbia e aumentou o número para seis antes da fala de Netanyahu. A intenção era fazer volume durante a retirada das delegações. 

Ataques a Mamdani 

Durante seu discurso, Netanyahu também fez ataques ao prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, o acusando de antissemitismo. O prefeito tem uma postura forte e pública contra o genocídio em Gaza. Ele já chamou o primeiro-ministro de “criminoso de guerra” algumas vezes.

Netanyahu também declarou que judeus “não se sentem mais seguros em Nova York” desde a eleição de Mamdani e afirmou que o prefeito faz “acusações falsas e repetidas” de genocídio contra Israel. “Você não pode me silenciar. Você não pode silenciar a verdade”, declarou Netanyahu.

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Redação The Brazilian Journal
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